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*Desmontando mitos e lendas.

por alho_politicamente_incorreto, em 22.05.17

Albergaria precisa de uma liderança

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Albergaria precisa de uma liderança arrojada que contribua para otimizar a dinâmica da economia nacional e das próprias empresas, em favor das exportações.

 

Na verdade, o Concelho deve assumir, de forma esclarecida e sem recurso a manipulações, o combate ao desemprego. Note-se que o desemprego reduziu à semelhança do verificado no país e no distrito de Aveiro. Mas, em rigor, reduzir o desemprego não significa criar emprego. O que significa é que o número de inscritos é menor até porque podem ter sido eliminados dos ficheiros (emigração, reforma, morte, não cumprimento de obrigações de formação, …) ou integrados em ações de formação ou em Programas Ocupacionais.

A afirmação poderá induzir em erro os mais incautos. Se a ZI foi, no papel, aumentada em 52%, significa que mais de metade estará por ocupar. O PDM, em si, não nada altera sob o ponto de vista prático. Daí que fosse (e é!) necessário avançar para um Plano de Pormenor (...)

Quais foram as empresas de ponta que vieram para a nossa terra neste últimos anos? Nenhuma. Inclusivamente, perdemos a EUROCAST e a AS Matos…

 

 

Atente-se no potencial ilusório deste dado oficial: em dezembro de 2016, Albergaria tinha 717 desempregados inscritos, mas em janeiro de 2017 já tinha 816, o que demonstra, por exemplo, que cerca de 100 indivíduos terminaram ou formação ou Programa Ocupacional, passando à categoria de desempregados.

 

Urge captar novas empresas. Algumas até já fugiram para Estarreja e Aveiro, colocando, em alguns casos, em risco a aposta de Albergaria na área da metalomecânica. Infelizmente, para além do Pingo Doce, cumpre reconhecer não há nada de novo na Zona Industrial (ZI). Recorre-se ao propalado aumento da ZI em 52% apenas inscrito no papel. Afinal, o que mudou na ZI?

O atual executivo baixou a taxa mas não o que as famílias efetivamente pagam. Bem pelo contrário. Por exemplo, no IMI, a receita cresceu, neste mandato face ao anterior, 30%! Isto é, cada munícipe pagou, neste mandato, 107,40€ de IMI quando antes, entre 2009-2013, pagava somente 82,58€.

 

 

E por falar em «Empresas de Ponta». Quais foram as empresas de ponta que vieram para a nossa terra neste últimos anos? Nenhuma. Inclusivamente, perdemos a EUROCAST e a AS Matos…

 

E de nada vale confundir comércio e serviços com empresas. A Incubadora não terá crescido como o esperado e até poderá estar a servir, de modo porventura discutível, de albergue a escritórios de serviços ou sede de comércio. Algumas até já fecharam e – se calhar - muitas terão subsistido enquanto houve sede gratuita e subsídio mensal…

 

Há quem se apresse a propagar que «não existem espaços para alugar ou para vender porque está tudo cheio» na ZI. A afirmação poderá induzir em erro os mais incautos. Se a ZI foi, no papel, aumentada em 52%, significa que mais de metade estará por ocupar. O PDM, em si, não nada altera sob o ponto de vista prático. Daí que fosse (e é!) necessário avançar para um Plano de Pormenor que defina a área de expansão e a intervenção (arruamentos e infraestruturas) a realizar. Os exemplos do Parque Casarão, em Águeda, ou do Eco Parque, em Estarreja, estão aí para absorver o melhor de ambos os empreendimentos.

 

A respeito da famigerada política de baixa de impostos. Importa consensualizar que o alívio fiscal já se iniciara com o PSD. O atual executivo baixou a taxa mas não o que as famílias efetivamente pagam. Bem pelo contrário. Por exemplo, no IMI, a receita cresceu, neste mandato face ao anterior, 30%! Isto é, cada munícipe pagou, neste mandato, 107,40€ de IMI quando antes, entre 2009-2013, pagava somente 82,58€.

 

Ou, como afiançaria Fernando Pessoa, em excerto do capítulo "Notas para uma regra de vida", do livro "Hermetismo e Iniciação", «Sê tolerante, porque não tens a certeza de nada.»

José Manuel Alho

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Só há uma liberdade:

a do pensamento.

Ponto prévio. Em nome da Honestidade. Em tempo oportuno, informei a Diretora do “Correio de Albergaria” (CA) da opção que fizera. Fi-lo em nome da correção e da lealdade que dispenso a quem sempre me respeitou. Serei candidato a Presidente da Assembleia Municipal no sufrágio eleitoral do próximo dia 1 de outubro, integrado, como independente, nas listas do PSD/Albergaria.

 

Deverá um candidato a qualquer órgão político ser impedido ou dispensar-se de, livremente, expressar a sua opinião, veicular as suas críticas e de apresentar as suas propostas? Obviamente que não.

 

Doravante, deverá o prezado leitor deste blog ou dos jornais para quem colaboro munir-se desta informação para melhor enquadrar a livre expressão do meu pensamento. Sem ilusões, subterfúgios ou truques, deverá sempre lembrar-se que sou parte do jogo democrático que daqui a cinco meses terá lugar. Cristalino.

 

Deverá um candidato a qualquer órgão político ser impedido ou dispensar-se de, livremente, expressar a sua opinião, veicular as suas críticas e de apresentar as suas propostas? Obviamente que não.

Tendo carreira profissional autónoma e há muito estabilizada, facto que acabará, a seu tempo, por prevalecer à opção ora assumida, achei, muito sinceramente, que chegara o tempo de NÃO abandonar combates, de NÃO fechar as portas à alternativa e de NÃO mais consentir que os do costume façam o mesmo de sempre.

 

E também foi esse o entendimento da mui prezada Diretora do Jornal, Sara Quinta, numa tomada de posição que só honra a minha opção de, em agosto de 2012, ter aderido a este projeto, de quem sou colaborador desde a primeira hora. De facto, os artigos de opinião no CA refletem a visão de quem os escreve e, numa sociedade plural e democrática, existe liberdade de pensamento, direito impenhorável que encontra justa tradução nos estatutos daquele jornal.

 

Muito recentemente, alguém que estimo, foi lesto a perguntar-me: «então por que carga de água o professor decidiu meter-se na política?!» A bem do rigor que decorre da aceção mais nobre do termo, sempre fiz e estive na Política. Na minha vida profissional, setor em que, sem exceções, fui eleito pelos meus pares para o exercício de várias funções onde afirmei valores, ideias e propostas. Na vida associativa, onde assumi cargos diversos e ajudei a protagonizar feitos marcantes. Na vida pública, onde há anos dou e ajudo a fazer opinião.

 

Tendo carreira profissional autónoma e há muito estabilizada, facto que acabará, a seu tempo, por prevalecer à opção ora assumida, achei, muito sinceramente, que chegara o tempo de NÃO abandonar combates, de NÃO fechar as portas à alternativa e de NÃO mais consentir que os do costume façam o mesmo de sempre.

José Manuel Alho

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Do preço da água em Albergaria e do serviço prestado.

por alho_politicamente_incorreto, em 17.05.17

A pouca vergonha que virou pesadelo

O preço da água e as campanhas eleitorais. Não seria de estranhar. A água é um bem essencial e daí que, fruto até de mutações ambientais, se tenha afirmado a consciência da sua finitude. E o que é essencial e, simultaneamente, finito, tende a ser caro. Em Albergaria, como aqui tenho repetidamente vincado, os tarifários atingiram proporções que merecem apertado escrutínio.

 

Em setembro de 2013, foi prometida por aquele que viria a ser eleito presidente da edilidade, a descida generalizada do preço da água ao consumidor. Foi ele quem, numa intervenção pública, ainda disponível no Youtube, intitulada «1ª Parte: A Verdade do Estado do Município», classificou o cenário então vigente de “pouca vergonha”.

...foi aprovado um regulamento, que esteve em consulta pública, mas pautado por burocracias mil. Inclusivamente, assegurou-se a inscrição no Plano e Orçamento de uma verba de vários milhares de euros para apoiar cerca de uma centena de agregados familiares. Contudo, as contas mais recentes atestarão que a taxa de execução deste regulamento terá sido de… 0%!

 

 

Estava escrito nas estrelas que a promessa não era concretizável. A AdRA tinha como objetivo igualar todas as tarifas camarárias. Como em Albergaria as tabelas estavam abaixo do praticado por alguns municípios, sempre se afigurou evidente que os tarifários iriam sofrer fortes agravamentos, o que veio a acontecer. Os aumentos acumularam-se para sobrecarga dos orçamentos familiares dos albergarienses.

 

Fomos acompanhando, pelos relatos saídos da Assembleia Municipal local, as abordagens que o assunto foi merecendo. Especial destaque para uma proposta visando uma resposta social que preconizava, pelo menos, a redução do preço da água para as famílias carenciadas, ajudando assim a mitigar o efeito dos aumentos sucessivos entretanto verificados. Inicialmente rejeitada, essa moção acabaria, tempos depois, aprovada por unanimidade. Neste particular, merecido reconhecimento para a perseverança e sensibilidade demonstradas pelo deputado Eduardo Castro Marques.

 

Em consequência, foi aprovado um regulamento, que esteve em consulta pública, mas pautado por burocracias mil. Inclusivamente, assegurou-se a inscrição no Plano e Orçamento de uma verba de vários milhares de euros para apoiar cerca de uma centena de agregados familiares. Contudo, as contas mais recentes atestarão que a taxa de execução deste regulamento terá sido de… 0%!

... o responsável do piquete diria naquela intrincada ficção que tinha preferido, afinal, ir para casa almoçar com os seus. Daí a demora. Compreensível. Naquela realidade íncuba, era sexta-feira. Estava calor. Os consumidores - assegurei-lhe - também teriam gostado de fazer o mesmo. Ofereceu-se para me levar a sua casa e aí tomar banho, almoçar por sua conta e até pagar a fatura relativa àquele mês. Recusei.

 

 

Por coincidência, numa destas noites de precoce canícula, fui atormentado por um pesadelo de ensandecer a mais serena das almas ao ponto de ter acordado, sobressaltado, a repetir o questionamento daquele impressivo programa da Sic “E se fosse consigo?”

 

Imagine o prezado leitor que sonhei viver numa terra onde o preço da água era exorbitante e os cortes no abastecimento invulgarmente frequentes. Um suplício em que, por exemplo, me via ensaboado sem água para completar o duche e onde era vulgar não ter pinga de água nas torneiras para que a minha família pudesse realizar outras tarefas diárias, absolutamente elementares, ou tomar um medicamento empurrado por um simplório gole do precioso líquido. Um terror.

A certa altura daquele sono opressivo, recordo que o realismo daquela angústia foi de tal monta que me levou a dizer “basta!”. Num desses momentos em que não corria, há horas, água nos canos e os sucessivos prazos para o restabelecimento do fornecimento eram reiteradamente desrespeitados, fiz sentir a minha profunda indignação através dos contactos institucionais disponibilizados para o efeito.

«Fique descansado. Isto não é a brincar. A nossa empresa é líder no atendimento ao cliente!»

 

Daquele sonho penoso, lembro que, estando sem almoçar e tomar banho, alguém enterra o dedo na campainha lá de casa. Foi aquele momento dos sonhos maus em que a nossa respiração se acelera e os lábios se dobram. No pesadelo acabara de entrar o funcionário (ou colaborador?) da empresa das águas. Enrolado em explicações incoerentes, garantiu para breve a normalização da situação. Como tal não sucedeu, insisti na veemência da reclamação. Sentia-me desrespeitado por pagar tão caro um serviço tão vexatório. Arremedos de quem tem pesadelos. Parecendo sincronizado com a receção dos meus e-mails, regressa o homem do piquete para erguer as mãos ao céu e pedir-me desculpa.

 

Nos pesadelos, também há interlúdios humanoides. Pois bem, o responsável do piquete diria naquela intrincada ficção que tinha preferido, afinal, ir para casa almoçar com os seus. Daí a demora. Compreensível. Naquela realidade íncuba, era sexta-feira. Estava calor. Os consumidores - assegurei-lhe - também teriam gostado de fazer o mesmo. Ofereceu-se para me levar a sua casa e aí tomar banho, almoçar por sua conta e até pagar a fatura relativa àquele mês. Recusei. Nos pesadelos, tenho esta tendência para a compaixão que roça o lirismo primário. Fiquei então com os contactos do próprio e do seu superior, com a recomendação de que bastaria remeter um e-mail para ser ressarcido. «Fique descansado. Isto não é a brincar. A nossa empresa é líder no atendimento ao cliente!»

 

Há pesadelos extenuantes. Recordo até, palavra por palavra, a demanda que redigi. Virei-me para outro lado, esperando encontrar melhor feição no travesseiro para prosseguir um sono mais descansado e vejo-me inexplicavelmente regressado àquela angústia quase um mês depois, sem qualquer resposta da malfadada empresa ou sinal daquele benemérito homem do piquete. Apenas com nova e implacável fatura para pagar. Ainda bem que foi só um pesadelo. Na minha terra, nada disto aconteceria. Ou como sentenciou a minha mulher: «só mesmo tu para te lembrares dessas coisas…»

José Manuel Alho

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